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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Gota atinge 1,4% da população mundial e 2% dos homens


Doença pouco conhecida, mas potencialmente perigosa, a Gota, atinge, segundo dados estatísticos, 1,4% da população mundial e 2% dos homens. Na faixa de idade acima dos 40 anos, este número sobe para 7% dos homens e 3% das mulheres e vem aumentando nos últimos anos. “Essa é uma informação preocupante, principalmente devido ao envelhecimento da população, aumento da obesidade e alteração dos estilos de vida”, alerta o reumatologista Marco Rocha Loures, presidente da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).
Segundo ele, a Gota é forma de artrite que provoca crises de dor intensa e incapacitante. “Há dois tipos de Gota, a aguda, que é uma doença dolorosa que normalmente afeta uma articulação, e a crônica, que consiste em episódios repetidos de dor e inflamação que podem envolver mais de uma articulação. O problema é que dados epidemiológicos sugerem que essa doença está associada a outros distúrbios metabólicos, como disfunção renal, alterações do metabolismo glicêmico, síndrome metabólica, hipertensão arterial e doença cardiovascular”, explica Loures
Esta preocupação é dividida com o reumatologista Luis Gustavo Favretto, que diz que pelo menos 20% dos atendimentos que faz em seu consultório, são de casos de Gota. “É uma doença muito prevalente, principalmente entre os homens, causada pela presença de níveis mais altos do que o normal de ácido úrico na corrente sanguínea. Quando essa substância se acumula no líquido ao redor das articulações (líquido sinovial), são formados cristais de ácido úrico. Esses cristais causam inchaço e inflamação nas articulações. A causa exata da gota, no entanto, é desconhecida’, informa Favretto.
Segundo o médico, a doença deve ser controlada com uma alimentação saudável e um ritmo de vida adequado. “O tratamento deve ser feito com a prescrição de medicamentos, para a dor e também para a redução dos níveis de ácido úrico no sangue, mas é muito importante o acompanhamento de um nutricionista, para se adotar uma dieta que inclua frutas, legumes e verduras, além de se evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas fermentadas, principalmente a cerveja, além de carnes, de miúdos como coração, fígado e rins, de frutos do mar, o feijão etc”.
Outra dica do reumatologista para se evitar crises da doença é beber sempre muita água. “Isso, associado a uma dieta regrada é possível se evitar o acúmulo de ácido úrico no organismo. Pessoas que já tiveram problemas com a condição devem estar sempre atentas ao consumo destes alimentos e ao hábito de ingerir bastante água, para ajudar na eliminação da substância”, recomenda Luis Gustavo Favretto.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Excessos nas ceias podem aumentar o risco de gota: veja como evitar


Segundo reumatologista do HCor, o consumo exagerado de carnes, frutos do mar e bebidas alcoólicas, entre o Natal e o Ano Novo, contribuem com a elevação das taxas de ácido úrico no organismo e facilitam o surgimento do problema tanto em quem já manifestou, quanto em quem tem tendência a apresentá-lo - como é o caso de obesos e diabéticos.
Fartas e variadas, as ceias de Natal e Ano Novo são sempre de dar água na boca. Porém, embora sejam muito saborosas, elas também concentram, além de uma boa quantidade de gordura, substâncias que, quando consumidas em excesso, podem aumentar o risco da ocorrência de um tipo de complicação muito desagradável em pessoas com síndrome metabólica: a gota. “Isso ocorre porque o consumo exagerado de carnes, frutos do mar e bebidas alcoólicas, como a cerveja, entre o Natal e o Ano Novo, elevam bastante a quantidade de purinas (bases nitrogenadas oriundas do metabolismo de proteínas) no organismo”, explica a Dra Tânia Fidelix, reumatologista do HCor.
A médica acrescenta que a metabolização da purina eleva as taxas de ácido úrico na corrente sanguínea, o que facilita o surgimento do problema tanto em quem já manifestou, quanto em quem tem tendência a apresentá-lo – como é o caso de obesos e diabéticos. “Quadros de hiperuricemia (ácido úrico em excesso) favorecem a formação de pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a pequenas agulhas”, explica. “À medida em que estas partículas se depositam nas articulações – geralmente dos membros inferiores, como joelhos, tornozelos e dedos do pé –, dão origem às dores que caracterizam as crises de gota”, completa.
Porém, esse não é o único malefício provocado pela alta quantidade de ácido úrico no corpo. A Dra Tânia ressalta que que os cristais de urato de sódio também se acumulam em várias outras partes do corpo, como nos rins, onde costumam dar origem a cálculos renais ou, em casos mais graves, insuficiência renal aguda ou crônica. “Estudos recentes demonstram que a hiperuricemia hoje é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares. Por isso, é muito importante que, mesmo aqueles que não apresentam síndrome metabólica, adotem medidas para prevenir o problema”, alerta.
Atenção com álcool e excesso de proteínas
Para que possamos desfrutar das ceias de fim de ano, sem riscos à saúde, a Dra Tânia tem algumas orientações: “Para evitar crises de gota, principalmente nessa época do ano, é preciso excluir ou reduzir bastante alimentos com alto teor de proteínas e bebidas alcoólicas em geral. Também é recomendável evitar gordura, já que ela dificulta a excreção de ureia”, sugere. “Além disso, é preciso ingerir, pelo menos, cerca de três litros diários de bebidas saudáveis, como água ou sucos naturais – sempre com pouco açúcar. Isso facilita a excreção de ácido úrico e reduz a possibilidade de que cálculos entrem em formação nos rins”, revela.
Pratique exercícios
Outra recomendação da Dra Tânia é a prática de atividade física. Ao reduzir peso e eliminar o sedentarismo, os exercícios beneficiam o metabolismo e todo o funcionamento corporal, o que, por si só, auxilia o controle ou a prevenção das crises de gota, entre outros problemas relacionados à hiperuricemia. “Vale lembrar que perder peso também diminui a hipertrigliceridemia presente em 75% dos pacientes com gota”, reforça. “Ou seja, manter hábitos saudáveis é fundamental para que possamos viver de maneira plena em todos sentidos!”, conclui a reumatologista do HCor.