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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Saúde e exercícios caminham juntos




Há mais de 60 anos que a medicina e outras áreas relacionadas à saúde vêm demonstrando os benefícios de uma vida fisicamente ativa, como, também, de hábitos considerados saudáveis. “O aumento na renda, a industrialização e a globalização têm ocasionado mudanças econômicas e sociais favoráveis no Brasil. Entretanto, observa-se também um aumento no consumo de alimentos não saudáveis e da inatividade física. A prevalência de homens com sobrepeso no país aumentou de 18,6% em 1974 para 52,5% em 2014. De uma forma geral, o sedentarismo está presente em mais de 30% da população mundial, atingindo valores superiores a 50% em determinados países”, informa o cardiologista e médico do esporte Marconi Gomes da Silva, diretor da Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Marconi Gomes da Silva explica que a inatividade física aumenta com a idade e é mais frequente em mulheres do que nos homens. “Dados de 2014 do Ministério da Saúde mostram que 64% da população brasileira apresenta um comportamento sedentário. Desse percentual, cerca de 15% são totalmente inativas e 49% insuficientemente ativas. O que isso quer dizer? Que a maioria da população brasileira não se exercita nos padrões aconselhados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, portanto, apresenta um comportamento sedentário.” O médico diz que a OMS preconiza que homens e mulheres, de qualquer grupo socioeconômico ou étnico, devem se exercitar pelo menos 150 minutos por semana, com uma atividade aeróbica de moderada intensidade, como uma caminhada rápida, por exemplo. Ou, então, 75 minutos por semana de exercícios físicos de intensidade vigorosa, como uma corrida de rua. Além disso, exercícios de fortalecimento muscular e de flexibilidade são recomendados.

O médico diz que quando se refere às pessoas inativas, exemplificam-se situações em que esses indivíduos não praticam absolutamente nem um minuto sequer de exercícios físicos, enquanto aquelas consideradas insuficientemente ativas até se exercitam, mas em uma quantidade inferior à recomendada. “Deve-se ficar claro que, do ponto de vista de promoção de saúde, mesmo exercícios de baixa intensidade (leves) são capazes de gerar um grande impacto em aspectos relacionados à saúde pública, como melhor controle da pressão arterial, menores níveis de colesterol e glicose.”

Apesar de o comportamento sedentário ser majoritário no Brasil, Marconi Gomes da Silva conta que dados de 2014 do Ministério da Saúde mostram que nos últimos seis anos o número de pessoas que praticam exercícios físicos em seu tempo livre aumentou de 30% para 35%. “Além disso, temos observado um crescente aumento na expectativa de vida da população brasileira nos últimos anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).” Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos e cinco meses. Sim, estamos vivendo mais. Mas estamos vivendo melhor?

Para Marconi Gomes da Silva, “quando consideramos que cerca de 64% da população brasileira não se exercita na frequência, intensidade e tempo recomendados, podemos inferir que esse mesmo percentual pode apresentar piores hábitos relacionados à alimentação, maior percentual de gordura, peso corporal mais elevado, tabagismo e outras doenças relacionadas aos hábitos menos saudáveis”. Provavelmente, ele alerta, estaremos diante de um somatório de fatores que pode, de fato, diminuir a expectativa de vida nessa população, “mas mais grave que isso é diminuir a qualidade de vida dessas pessoas, assim como sua capacidade de trabalho”. Ele conta que alguns estudos mostram que pessoas que se exercitam podem ter uma maior expectativa de vida, “mas não podemos nos esquecer de que essas pessoas fisicamente ativas são justamente aquelas que apresentam os melhores hábitos de vida, os quais podem ser parte coadjuvante ou mesmo fundamental dessa maior longevidade. Exercitar-se ajuda muito, mas não é tudo!”.

DOENÇAS 



Marconi Gomes da Silva destaca que nos últimos anos vem sendo publicado de forma contínua estudos que demonstram que o comportamento sedentário é um importante preditor de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, obesidade, alguns tipos de câncer (câncer de intestino e de mama), fraqueza musculoesquelética, depressão, menor qualidade de vida e maior mortalidade por causas cardiovasculares e por todas as causas. “Quando comparamos uma população sedentária com outra um pouco mais ativa, que se exercita mesmo em níveis até menores que os recomendados (somente cerca de 90 minutos por semana), os mais ativos chegam a viver três anos a mais. Esse tempo de maior expectativa de vida pode ser ainda maior quando fazemos exercícios físicos nos níveis preconizados ou, idealmente, o dobro do recomendado. A própria OMS sugere que 300 minutos de exercícios físicos em intensidade moderada ou 150 minutos em intensidade vigorosa devem ser a 'quantidade' a ser perseguida semanalmente. Mas é importante ressaltar que tão importante ou até mais importante quanto ser fisicamente ativo nas doses recomendadas é estabelecer mudanças favoráveis no estilo de vida, como uma alimentação saudável, cessação do tabagismo e a perda de peso.”

Dessa forma, explica o médico, “quando inferimos que a geração de hoje poderá morrer antes que seus pais, devemos considerar vários fatores negativos que atuam conjuntamente e não somente o comportamento sedentário. Estamos em um mundo onde o consumo de produtos industrializados, agrotóxicos e o convívio com a poluição potencializam os danos à saúde. Além disso, observa-se anualmente aumento da mortalidade de jovens e adolescentes por acidentes de carro nas ruas e estradas, o aumento dos casos de Aids, principalmente no continente africano, e o suicídio”.

Conforme Marconi Gomes da Silva, os EUA vivenciam uma situação distinta à do Brasil em termos de expectativa de vida. “A expectativa de vida dos EUA diminuiu em 2015 pela primeira vez em mais de duas décadas, de acordo com o Centro Nacional para Estatísticas de Saúde. O declínio de 0,1% parece pouco, mas pode ter uma grande significância em longo prazo. A expectativa de vida ao nascer era de 78,8 anos em 2015, em comparação com 78,9 anos em 2014. As taxas de mortalidade nos EUA aumentaram em oito das 10 principais causas de morte, incluindo doenças cardíacas, doença respiratória crônica, diabetes e doença renal. As taxas de mortalidade foram ainda mais prevalentes nas comunidades americanas mais pobres, onde o tabagismo, obesidade, dietas não saudáveis e o sedentarismo são a regra”, diz.

O especialista afirma que os avanços tecnológicos da medicina podem até garantir um tempo de vida mais prolongado frente a esse cenário adverso, mas apenas os exercícios físicos praticados regularmente, hábitos saudáveis, cidades menos poluídas, investimentos em medicina preventiva e incentivos à formação de médicos e outros profissionais de saúde nos cuidados primários podem garantir uma boa qualidade de vida.

O que fazer? 
Qual exercício praticar? 

O cardiologista e médico do esporte Marconi Gomes da Silva recomenda que a modalidade escolhida envolva grandes grupos musculares e atividade aeróbica ou de resistência, assim como a anaeróbica e que demanda o uso de força (musculação ou resistido). Exercícios de sobrecarga (exercícios com sustentação do peso corporal e de resistidos/musculação) são recomendados para preservar a saúde óssea e o vigor muscular. “Exercícios aeróbicos são responsáveis pelo maior gasto de calorias e ganhos mais evidentes nos parâmetros cardiovasculares, como maior capacidade de fazer exercícios (resistência) e maior ganho nos parâmetros cardiovasculares e metabólicos (melhor controle da pressão arterial, maior perda de peso, diminuição nos níveis de colesterol e glicose no sangue). Devemos sempre levar em conta a preferência da pessoa por determinada modalidade esportiva, ajudando e orientando o praticante a definir o tipo de exercício que melhor se adapte à sua aptidão, habilidades, capacidade física e seu estado de saúde.”

Fonte: UAI

domingo, 27 de novembro de 2016

Seminário debate gestão nas redes de atenção à saúde



Compartilhar saberes entre os profissionais da academia e os da gestão pública em saúde é um dos objetivos do Seminário de Modelos de Gestão nas Redes de Atenção à Saúde: os desafios da integralidade do cuidado que começou nesta sexta-feira (25). A programação segue até este sábado no auditório do Hotel Plaza Praia Suítes. O evento reúne cerca de 170 gestores, técnicos, pesquisadores, profissionais e acadêmicos da área. O seminário é realizado pela Secretaria da Saúde do Estado e pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), com a parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/CE).

A abertura do seminário contou com a participação do secretário da Saúde do Estado, Henrique Javi. “A saúde, o sistema sanitário, é o maior benefício social que qualquer país, estado e município tem. E desta feita não poderia ser tratada de forma menor, depreciada ou até com simplificações rebuscadas porque muitas vezes a teorização não corresponde à prática”, declarou.

O secretário destacou ainda que o objetivo final é a satisfação daquele que precisa do sistema de saúde. “Gestores bons são os que estão fazendo gestão na escassez. Esses fazem a diferença no SUS no momento mais crítico da história dele”, disse Henrique Javi. Temas como cuidado integral na organização de serviços, organização do processo de trabalho em saúde e monitoramento e avaliação das redes de urgência e emergência e atenção básica estão na programação do seminário.

A aproximação da Sesa com os gestores de Saúde em cada um dos 184 municípios cearenses é ainda mais necessária em um período de transição nas administrações municipais, avaliou o coordenador de Políticas e Atenção à Saúde da Sesa, Ivan Mendes Júnior . “A nossa perspectiva é que entendamos primeiro quais são os nossos problemas, e a partir do momento que tenhamos clareza deles, nós proporemos modelos, perspectivas, inclusive dentro do próprio modelo de atenção e gestão, para os nossos novos gestores que se inseriram agora com a eleição municipal”, disse Ivan Mendes Júnior.


Defesa do SUS

A diretora do Centro de Ciências da Saúde e professora do curso de Nutrição, Gláucia Posso Lima, ressaltou que a Uece começou nesta semana a capacitar 400 profissionais de nível médio para atuar na área da saúde. “As pessoas que defendem o SUS não são só sonhadoras. Elas são também técnicas”, destacou Gláucia. O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas de saúde do mundo. Foi criado com a promulgação da Constituição Federal de 1988 que determinou como dever do Estado garantir saúde a toda a população. Em 1990, o Congresso Nacional aprovou a Lei Orgânica da Saúde que detalha o funcionamento do Sistema.

A professora Maria Salete Jorge Bessa, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Uece, ressaltou que o evento realizado até este sábado tem o objetivo de compartilhar saberes. “Todos nós somos o SUS. Todos nós fazemos o SUS. Todos nós promovemos o SUS”, disse.


Redes de Saúde

Contraponto ao modelo fragmentado, as redes de atenção à saúde estruturam-se para enfrentar uma condição de saúde específica, por meio de um ciclo completo de atendimento, o que implica a continuidade da atenção (primária, secundária e terciária) e a sua integralidade, envolvendo ações de promoção, de prevenção e de gestão das condições de saúde, estabelecidas por meio de intervenções de cura, cuidado, reabilitação e paliação.

No Ceará, o Projeto QualificaAPSUS foi lançado pela Secretaria da Saúde do Estado, em janeiro deste ano, com o objetivo de subsidiar a reorganização do modelo de atenção a partir da reestruturação da Atenção Primária nos municípios e, consequentemente, da implantação e implementação das Redes de Atenção. O processo de estruturação das redes integradas de atenção à saúde no Ceará deu mais um passo em junho com o lançamento do Projeto de Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada nas Redes de Atenção às Condições Crônicas (QualificaESPSUS Ceará), que vai apoiar as policlínicas regionais na implantação do novo modelo de atenção proposto e integrá-la às equipes de Atenção Primária à Saúde.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Mobilização - Campanha Lúpus, Espondilite Anquilosante e Fibromialgia

O GARCE - Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará realizou no dia 29 de maio de 2015 juntamente com um de nossos parceiros, o Centro Universitário UniChristus, a VI Feira de Reumatologia. Nela realizarmos a Campanha de atenção a Pessoa com Lúpus, Espondilite Anquilosante e Fibromialgia. O objetivo foi chamarmos atenção sobre estas doenças, levar informação e orientar onde buscar apoio. Foram entregues materiais informativos, duvidas esclarecidas, exercícios fisioterápicos, demonstrações de banners destas doenças para o publico, além de um delicioso lanche. Como resultado desta ação: pessoas, esclarecidas e mais conscientes destas doenças e seus tratamentos e cuidados quanto à saúde.